Notes Towards a Volcanic Impulse

by  pedro lagoa

Notas Para Um Impulso Vulcânico / Notes Towards a Volcanic Impulse
the Editions of the Archive
December / Dezembro 2021
Portuguese/English
344 pp.
softcover / capa mole, 16.5 x 24 cm
offset-d print
150 copies / exs

«This was a particular feeling of which he himself was never free, which he had found confirmed by many others and which he assumed was shared by millions, a feeling that he was inclined to call a sense of ‘eternity’, a feeling of something limitless, unbounded  as it were ▬▬▬▬▬▬▬▬ ‘volcanic’.»

In physics, heat is associated with the acceleration process of particles and elements. It increases their instability and potentiates the transformation and decomposition of matter in ways that usually occur through the action of time, while increasing their energy.

Similarly, in politics, the fire of passions accelerates the flux of events and of history, propelling decompositions and transformations, destabilising ideas of order and injecting a renewed level of entropy in the systems it affects.

At a time of anthropogenic acceleration of time — as if seized by a vertiginous attraction towards the flame or by an Empedocles-like impulse to plunge into the volcano’s crater —, that leads to a significant increase in the levels of insecurity and imponderability, the world is apparently placed in the metaphorical situation of «sitting on top of a volcano» while at the same time nurturing a barely disguised desire to jump into it.

Through a set of drawings and a collection of archive images and texts on the close relationship between fire and humanity — and the role it plays in the construction of ideas of civilization —, this publication weaves a series of narratives that cross different times and geographies laying out a speculative and deliberately inconclusive investigation into the existence — or not — of what could perhaps be termed as a «volcanic impulse».

«Este era um sentimento peculiar, do qual ele nunca se libertava, que ele viu confirmado por muitos outros e que ele assumia ser partilhado por milhões, um sentimento que ele se sentia inclinado a denominar como um sentimento de “eternidade”, uma sensação de algo ilimitado, sem barreiras — como se fosse ▬▬▬▬▬▬▬▬ vulcânico.»

Na física, o calor está associado a processos de aceleração das partículas e elementos. Aumenta a sua instabilidade e potencia processos de transformação e decomposição da matéria que são normalmente decorrentes da acção do tempo, ao mesmo tempo que aumenta a sua energia.

De forma semelhante, também na política o fogo das paixões acelera o fluxo dos acontecimentos e da história, precipitando decomposições e transformações, desestabilizando ideias de ordem e injectando uma dose renovada de entropia nos sistemas que afecta.

Num momento em que se assiste a um acelerar antropogénico do tempo — como se tomado por uma vertigem em direcção à chama, ou pulsão de mergulho Empedocliano na caldeira do vulcão —, que leva a um aumento significativo dos níveis de incerteza e imponderabilidade, o mundo aparenta estar na situação metafórica de «estar sentado em cima de um vulcão» e ao mesmo tempo acarinhar um desejo mal disfarçado de mergulhar nele.

Através de uma série de desenhos e um conjunto de imagens e textos de arquivo em torno da relação estreita entre fogo e humanidade — e o seu papel na construção da ideia de civilização — esta publicação entretece uma série de narrativas que atravessam diferentes geografias e temporalidades, lançando pistas especulativas e deliberadamente inconclusivas acerca da possibilidade de existência ou não de um impulso que pudesse ser denominado como sendo «vulcânico».   

29€